
Fernando Sorrentino nasceu em Buenos Aires a 8 de Novembro de 1942. É professor de Língua e Literatura.
Em 1993 apresentou uma série de conferências sobre literatura argentina em onze universidades dos Estados Unidos.
Ainda que seja autor de uma extensa obra ensaística, publicada em diversos jornais e revistas, o seu género preferido é a narrativa e, em particular, a narrativa breve.
Os seus contos caracterizam-se por entrelaçarem de forma muito subtil, quase sub-reptícia, a realidade e a fantasia, de uma maneira que nem sempre o leitor consegue determinar onde a primeira termina e a segunda começa. Parte muitas vezes de situações “normais” e “quotidianas” que, a pouco e pouco, vão ficando mais estranhas, insólitas ou intoleráveis, mas sempre percorrendo um caminho sinuoso de esplêndido e surpreendente sentido de humor.
A sua obra está traduzida em português, inglês, italiano, alemão, francês, finlandês, húngaro, polaco, búlgaro, chinês, vietnamita, tamil e kabyle.
«Tenho sensibilidade para gostar da beleza poética, mas careço do mínimo talento para escrever um poema meritório. Destruí as minhas poesias juvenis sem culpa, pois não me pareceu sensato trazer ao mundo mais coisas feias.
Em contrapartida, estou bastante satisfeito com as minhas invenções narrativas. Segundo dizem homens dignos de fé, na minha ficção há uma curiosa mescla de fantasia e humor, que decorre num quadro por vezes grotesco e razoavelmente verosímil.
No geral, sinto-me muito bem comigo mesmo. Estou completamente desprovido de vocação para tomar parte em qualquer que seja o grupo literário, o comité de ineptidões afins ou o clube de elogios recíprocos. […]
Gosto mais de ler do que de escrever, e em boa verdade escrevo pouquíssimo. Ao longo de quase quarenta anos não tenho assim tanta bibliografia para exibir.
Como toda a gente, em maior ou menor grau, recebi alguns prémios literários.
Em suma, sou relativamente feliz.»
(F. S., biografia online)